A dívida (e a saída do euro)
O ovo do populismo

Um país novamente normal

Sem sermos tidos nem achados, em 2007, começou nos EUA. Em 2008, chegou à costa Atlântica da Europa do norte, sem nada termos também a ver com isso. Em 2009, chegou a Portugal. O país não estava preparado porque ninguém saberia como prepará-lo. À esquerda, as ideias não ajudavam. À direita, nem ideia faziam - excepto umas coisas vagas sobre "desvalorização interna" e "reformas estruturais". Mesmo assim, com base nesse pouco, entre 2010 e 2011, uma série de peritos inventaram um plano do outro mundo, fruto de uma conjugação de forças políticas nacionais e internacionais. O plano não era para ser levado a sério e todos sabiam, mas foi vendido junto do povo, cá dentro, com um sucesso que poucas coisas terão tido nos tempos mais recentes. Este blogue nasceu, por mera coincidência, com o nascimento dessa história e acabou por acompanhar de perto os seus desenvolvimentos nacionais e internacionais. A história económica internacional pura e simplesmente não estava a ser respeitada e isso não podia acontecer. Os erros de análise sobre fontes de crescimento, problemas de atraso económico, formas de ganhar competitividade externa eram mesmo grandes e o blogue, que no início deveria ser meramente "académico", teve de falar. E falou muito, bem ou mal, mais bem do que mal, mais mal do que bem. O ciclo acabou e o público hoje sabe bem o que aconteceu, ou pode bem saber, assim o queira. O blogue chega por isso ao fim. E vai ser formalmente fechado (penso), pois o servidor deverá interromper o acesso algures em Abril. Para memória futura, e por deformação profissional, os conteúdos foram reunidos num documento que pode ser visto aqui. Não é para ler, verdadeiramente. É apenas para ficar como memória. Um outro blogue ou coisa semelhante nascerá um dia. A todos os leitores, comentadores, críticos e apoiantes deste blogue que acaba, aqui ficam os meus agradecimentos. 

Comments

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Paula Bessa

Veja se aparece Pedro Paiva, seja onde for, seja de que forma for. Eu preciso de o ouvir como historiador da economia e como comentador.

Adelino Pinto

Obrigado Professor, por nos ter permitido ver outro lado da realidade

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