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Austeridade inteligente

Portugal ainda está sob austeridade? Está. No sentido estrito do termo, já que o Governo está a Resultado de imagem para lampadinhareduzir o défice público. Excelente. E há uma austeridade de esquerda? Se quiserem, comprovadamente, há. Então, não mudou nada? Mudou. Agora temos uma "austeridade" que resulta, em vez de uma austeridade que não resultou. Na verdade, o caminho está a ser bem sucedido porque as medidas de "austeridade" têm sido tomadas à medida que se vai avaliando o andamento da economia. Há um lado dinâmico na escolha das políticas públicas. Como deve ser. No regime do governo anterior, as medidas eram tomadas "preventivamente", antes de se ver por onde a economia andava. Com a antecipação das medidas, a economia sofria e acabava por tudo resultar no oposto do que se queria. Quem não percebe isto, é porque não quer, não é porque não pode, tão simples que é. E são coisas sabidas há quase 100 anos. Mas, na verdade, dantes, o objectivo era tanto a austeridade como os eventuais resultados. Um dois em um de má economia. Agora, o objectivo é, simplesmente, o reequilíbrio das contas públicas. Claro que numa discussão com sentido estaríamos ainda a recordar que a "austeridade inteligente" acaba por ser "menor" do que a outra. Enfim, sejamos benevolentes com quem se contenta com uma simples vitória semântica e regressemos à palavra, embora, naturalmente, adjectivada. E adiante que há coisas mais importantes à nossa frente.

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