Uma pessoa que diz coisas execráveis

Ontem vi um pouco do "Expresso da Meia-Noite", com aquela técnica que cada vez mais gente usa com os programas de debate na TV portuguesa do "fast forward". Não foi desconsideração, até porque o programa tem sempre capacidade de melhorar, apenas mero acaso. O tema era o dos pequenos partidos, com convidados dos mesmos. O "Livre" mandou um militante e isso até pareceu boa ideia. É um partido de intelectuais, obviamente, de gente qualificada, e pode ser boa estratégia ter vários porta-vozes, atendendo às dificuldades de dicção da sua deputada. É gente com tino, concorde-se ou não com ela. Depois, ouvi o deputado da "Iniciativa Liberal". Pois, aqui temos alguns problemas, uma vez que é uma pessoa que tem de estudar para dizer as coisas que quer dizer, mas com um mínimo de interesse. Caso contrário, ficará sempre pela conversa de saída de festa, no "hall", já todos com os casacos vestidos, estão a ver? Uma leitura pelo Vox.eu, podia ajudar, para começar. É um portal com muita "ciência" de todos os quadrantes políticos, bom para aprender algo mais sobre economia (e História). Confesso que não tive tempo para ouvir a deputada do PAN e também que ainda não tive muito interesse em formular uma ideia sobre este partido. Adiante. Depois, ouvi o a mau da fita, o tipo do Chega ou Basta ou lá o que é. Vê-se que é alguém que precisa de reconhecimento. E, à primeira vista, não parece ser nada de especial, apenas um português como todos os outros. Mas, no meio de uma conversa qualquer, a defender a prisão perpétua, disse uma frase execrável que metia uma mãe, um infanticídio e uma cena de indignidade humana, sem limites, e disse-o como se nada fosse, para o ar, normalmente. Não se pode falar assim, em lado nenhum. São coisas que são ditas por uma pessoa que está doente e deve ser ajudada, e aí todos podemos tentar ser solidários, ou por alguém que tem um lado negro com o qual pura e simplesmente não se pode pactuar. Caros deputados, é da vossa responsabilidade: cada vez que ele disser uma coisa desumana, virem-lhes as costas. E, caro Presidente da AR, resolva o problema da dança das cadeiras porque ele vai usar isso para ter visibilidade e o CDS não tem que abarcar sozinho com uma pessoa assim. Esta conclusão é provisória, pois pode ter sido um excesso de linguagem de que se tenha arrependido. Vamos ver o que se segue. Não se pode é permitir que o diálogo político baixe drasticamente de nível por causa de alguém, deputado, com responsabilidades, que diz coisas doentes e desumanas. 


Ideias do autocarro vermelho

Ontem, Ricardo Araújo Pereira levou inadvertidamente um bigode de Carlos Guimarães Pinto, presidente do Iniciativa Liberal. Pensou o entrevistador que era um passeio na avenida mas, nestas coisas, raramente assim é porque não há limites à imaginação quando se fala sobre o futuro. Lembremos o caso da campanha do Brexit, que prometia devolver ao SNS britânico 350 milhões de libras por semana, com a saída da UE. Pois, para estes jogos, é preciso estar-se bem preparado. Comecemos pelo princípio, que foi mau, mas que serve já para um primeiro argumento: o da gaguez. Pinto informou que tinha trabalhado muito para reduzir a sua. Mas, como foi isso feito? Eu respondo. Ou andou numa escola privada que detectou o problema quando ele era pequeno e seguiu uma terapia de fala com médicos privados; ou andou numa escola pública que  tinha um bom serviço de acompanhamento e pôde frequentar um médico do SNS lusitano. Não estou a ver como é que um filho ou filha de alguém a ganhar o salário mínimo teria um seguro de saúde que velasse por tal problema. Depois, veio a coisa do imposto sobre o rendimento igual para todos, a 15%, dando o caso de vários países ("todos", mesmo, disse) que seguiram essa política, com ditos inegáveis resultados positivos. Pois, foi um conto de fadas ainda maior do que o do autocarro do Brexit. Não perceber o sistema fiscal da Irlanda é  não querer estudar. Aquilo que por lá existe é uma espécie de paraíso fiscal, autorizado pela CE, aquando da adesão, em 1973. Portugal não conseguiu nem nunca conseguiria o mesmo. Falar da Eslováquia ou da Estónia é uma espécie de marxismo-leninismo ao contrário. E lembremos os resultados do "liberalismo" (apoiado nas ideias valiosas mas hoje largamente revistas de Douglas North), seguido nos grandes países da Europa de leste, depois da queda do muro de Berlim. Se quisermos usar a "técnica" do autocarro do Brexit (e do presidente da IL), então, relacionemos livremente os actuais nepotismos e autoritarismos russo, polaco e húngaro a essa experiência "liberal". Liberalismo na saúde - veja-se a enorme proporção de pessoas sem acesso a cuidados mínimos de saúde nos EUA. Liberalismo na educação? - vejam-se os problemas das dívidas dos estudantes universitários nos EUA e no RU; Liberalismo na habitação? - veja-se o que está a acontecer com o acesso à habitação das pessoas mais novas em Portugal. Liberalismo na agricultura? - veja-se o caso do aumento da infestação de eucaliptos depois da "lei Cristas". Há muito mais a dizer, mas terminemos com outra ideia do autocarro vermelho, a do partido em causa não querer subvenções públicas. Claro, como é óbvio, dado o programa, bastam alguns estalares de dedos para angariarem 50 ou 100 mil euros - os pequenos partidos à esquerda, como bem sabemos, não têm acesso a tais "iniciativas". Liberalismo é muito bonito mas, em sociedades modernas, só funciona com o devido enquadramento institucional. Ora, tal enquadramento tem de ser pago por alguém e 15%, obviamente, não chegam (lembremos as famosas "gorduras do Estado"). É só fazer as contas. Ou ler correctamente a história económica dos países mais avançados. 


O grande pequeno debate

O debate a seis ontem não foi grande coisa. A começar pelas perguntas. A culpa não terá sido apenas da jornalista, Maria Flor Pedroso, pois imagino que a coisa tenha sido discutida em alguma espécie de comissão. Mas começar pelo que metade achava melhor e outra metade achava pior da legislatura que agora acaba, e acabar por perguntar qual a medida mais importante do programa eleitoral de cada um, francamente, é falta de método, é método saído de pacote. Depois, havia apenas três adultos na sala, Resultado de imagem para cartoon debateJerónimo de Sousa, António Costa e, sim, Rui Rio. Cada um tinha umas coisas a dizer, à sua maneira, com alguma, mínima coerência. Ao contrário, Assunção Cristas esteve um pouco à deriva. A única coisa que a salvou foi termos conseguido perceber que se está a tornar uma política profissional, coisa que tanta falta faz aos dois partidos mais à direita. Catarina Martins, seguramente sem querer, esteve mal. Esperava-se mais. Talvez também em comissão, foi algures decidido no BE que o combate deveria ser contra o PS e isso, claramente, foi um erro. O líder do PAN era uma carta fora do baralho. Simplesmente, não tem um conjunto coerente de ideias e não consegue acompanhar uma discussão política mais aprofundada. Costa obrigou-se a manter um equilíbrio entre direita e esquerda e caiu mais uma vez na armadilha de discutir a "carga fiscal", coisa que devia, em primeiro lugar, deixar ao ministro das Finanças e, em segundo lugar, aproveitar para falar do financiamento dos serviços públicos e da redistribuição do rendimento (ver ideia complementar aqui). Fora isto tudo, tudo bem, lá se viu a coisa do princípio ao fim. E, mais importante, pôde concluir-se que estas eleições importam mesmo. A propósito, quando é que a Comissão Nacional de Eleições ordena a actualização dos cadernos eleitorais para termos dados correctos sobre a abstenção? Custará assim tanto?


O silêncio dos republicanos

O recente tiroteio em El Paso, na fronteira sul dos Estados Unidos, tem ligações explícitas e directas ao discurso de Trump, de ódio contra os imigrantes e as populações não brancas. É muito difícil defender o contrário. Esse discurso é simultaneamente intuitivo e calculado, e tem como objectivo final conquistar o maior número de eleitores. Trump usa como ninguém a informação que consegue coligir através das redes sociais e de outros instrumentos. O escândalo da Cambridge Analytica e a intervenção russa nas eleições norte-americanos são a melhor demonstração disso mesmo e nada nos diz que esquemas Mission Trail, El Paso, TXsemelhantes não estejam em curso. Tudo isto é claro e bem sabido. Mas não chega. É preciso ainda perceber porque é que o Partido Republicano se mantém silencioso e compreender as intenções dos que financiam as campanhas do presidente norte-americano. Ora, não por acaso, para compreender essa parte do problema, podemos seguir um economista que muito nos ajudou a perceber os fundamentos da crise financeira de 2007 e os problemas em torno do desenvolvimento das políticas para a combater. Para muitos, citar Krugman equivale a citar um agente do Diabo. Todavia, quem sabe, sabe que ele mais não faz do que dar-nos uma interpretação económica da política norte-americana, interpretação, aliás, que se pode estender a outras partes do mundo. E o que nos diz ele? Diz-nos que a imobilidade do Partido Republicano perante as atrocidades de Trump e os apoios financeiros que ele recebe das grandes fortunas estão intimamente associados à percepção de que o racismo, a xenofobia e o populismo são presentemente as vias mais eficazes para ganhar eleições e para prosseguir com políticas de redução de impostos e manutenção de privilégios. Isso é assim porque a bateria de argumentos económicos vindos do tempo de Reagan e Thatcher, as ideias de que é bom dar mais aos ricos porque estes investem mais, se tornaram cada vez menos eficientes para a angariação de votos. Por outras palavras, para se compreender o silêncio dos republicanos nos EUA, basta seguir o trilho do dinheiro. A extensão desta ideia simples como a água a outros países é clara. Portugal, ao contrário de outros países da Europa ou fora dela, como o Brasil, ainda está longe do fenómeno. Mas já se vêem por cá muitos sinais de pessoas que querem seguir o mesmo caminho. Talvez nunca venham a ter sucesso, porque Portugal não chegou ao extremo de desigualdade de oportunidades, de acesso à informação, a que chegaram os Estados Unidos. Todavia, imagine-se o que teria sido se a troika tivesse durado mais, digamos, quatro anos, se as desigualdades económicas e sociais se tivessem acentuado e se os interesses económicos estranhos se tivessem consolidado.


O ovo do populismo

Portugal não tem ainda um movimento político populista de relevância e isso tem várias vantagens óbvias, incluindo uma para a ciência. Na verdade, uma das melhores formas de identificarmos as causas das coisas é estudar de perto as origens do fenómeno que ser quer compreender. Assim, se estivermos atentos ao que se passa nos dias que correm, poderemos compreender melhor o fenómeno do populismo, se ele se vier a desenvolver. E o que vemos hoje? Vemos o pouco populismo que há como reacção ao "políticamente correcto", à imigração, à insegurança, à perda de empregos? Nada disso. O que vemos é um conjunto de "intelectuais" a escrever nos jornais e redes sociais coisas cada vez mais radicais, mas inaceitáveis, mais espúrias e desajeitadas, tendo como objectivo a conquista de espaço público, de um espaço que sirva de base para um dia chegarem ao governo, ao poder. E quem ajuda essa gente a chegar mais longe do que merece? Pessoas escondidas, difíceis de identificar, com dinheiro e interesses específicos, pessoas que querem que lhes sejam reduzidos os impostos, libertadas as facilidades de fazer dinheiro e com agendas estranhas. A recente discussão em torno de um artigo racista foi seguramente um dos píncaros desse fenómeno, mas ele continua por aí, fácil de identificar.  Se um dia o populismo a sério chegar ao país, saberemos a quem atribuir uma parte importante da responsabilidade. No entretanto, é bom estarmos atentos e denunciar a mais pequena coisa. Não deixemos normalizar o discurso do mal. Há quase uma década, o perigo foi a troika, que venceu e prejudicou o país durante mais de quatro anos. Agora, o perigo é o do populismo. Curiosamente ou não, os mentores são praticamente os mesmos - assim como os interesses. 


Um país novamente normal

Sem sermos tidos nem achados, em 2007, começou nos EUA. Em 2008, chegou à costa Atlântica da Europa do norte, sem nada termos também a ver com isso. Em 2009, chegou a Portugal. O país não estava preparado porque ninguém saberia como prepará-lo. À esquerda, as ideias não ajudavam. À direita, nem ideia faziam - excepto umas coisas vagas sobre "desvalorização interna" e "reformas estruturais". Mesmo assim, com base nesse pouco, entre 2010 e 2011, uma série de peritos inventaram um plano do outro mundo, fruto de uma conjugação de forças políticas nacionais e internacionais. O plano não era para ser levado a sério e todos sabiam, mas foi vendido junto do povo, cá dentro, com um sucesso que poucas coisas terão tido nos tempos mais recentes. Este blogue nasceu, por mera coincidência, com o nascimento dessa história e acabou por acompanhar de perto os seus desenvolvimentos nacionais e internacionais. A história económica internacional pura e simplesmente não estava a ser respeitada e isso não podia acontecer. Os erros de análise sobre fontes de crescimento, problemas de atraso económico, formas de ganhar competitividade externa eram mesmo grandes e o blogue, que no início deveria ser meramente "académico", teve de falar. E falou muito, bem ou mal, mais bem do que mal, mais mal do que bem. O ciclo acabou e o público hoje sabe bem o que aconteceu, ou pode bem saber, assim o queira. O blogue chega por isso ao fim. E vai ser formalmente fechado (penso), pois o servidor deverá interromper o acesso algures em Abril. Para memória futura, e por deformação profissional, os conteúdos foram reunidos num documento que pode ser visto aqui. Não é para ler, verdadeiramente. É apenas para ficar como memória. Um outro blogue ou coisa semelhante nascerá um dia. A todos os leitores, comentadores, críticos e apoiantes deste blogue que acaba, aqui ficam os meus agradecimentos. 


A dívida (e a saída do euro)

A dívida está em cima da mesa. E agora o desejo é da esquerda e da direita. Ok. A esquerda quer ela que seja reestruturada. A direita quer que não haja "devolução de rendimentos", que "mudemos de vida". Há uma coisa Vintage wooden school desk and chair, isolated on a pure white backgroundinteressante. Parte dos críticos da dívida pública são ou foram banqueiros. Mas os bancos fazem o quê? A dívida não só não é necessariamente uma coisa má, como, cá na terra, até é pagável. Com um ajuste inteligente aqui e ali, mas pagável. E a dívida pública pode até ser boa. Como? Veja-se o tal PISA. Se a dívida foi para pagar escolas, a rentabilidade desse dinheiro é seguramente maior do que o juro que pagamos por ela. Coisas de banqueiro, talvez anarquista. Não há dúvida de que a dívida pública é um problema e que nem tudo foi gasto em escolas. Mas está também a ser usada como arma de arremesso político. Lembro-me quando a alternativa era o "programa de ajustamento" ou a saída do euro. Não foi bem assim, pois não? E a saída do euro deixou de ser discutida, por óbvias razões: o euro é péssimo mas melhor do que todas as alternativas. Imagine-se Portugal com o seu escudo de papel entre o Brexit, o Trump e as guerras cambiais e comerciais anunciadas ou já em curso. Com a dívida passa-se o mesmo, os problemas também serão resolvidos, com um sistema monetário melhorado, sem "revoluções", sem "mudança de regime". Reequilibremos então o debate, com todos os ingredientes, dívida, impostos, investimento, mercado de trabalho, desigualdade, educação, tecnologia, investimento estrangeiro, regulação, transparência e tudo o mais. Até porque agora estamos em terreno politicamente mais fino.


De mansinho

Dinheiro aqui e ali para manter a candeia da troika acesa parece que não falta. Há pelo menos três jornais tradicionais deficitários nesse jogo, incluindo um que era neutro e deixou de o ser, ainda outro mais ou menos lucrativo que também lá está e dois jornais online de grande gabarito. Em jornais, isto é mais do que legítimo: cada um pensa como quer e a mais não é obrigado e se há quem tenha dinheiro para gastar assim, que o gaste. Não faz grande serviço social, mas nem toda a gente a isso é obrigada. Mas não há mesmo ninguém que chegue até ao outro lado da barreira do pensamento que tenha meios e disponibilidade para fazer um jornal equilibrado, online ou não? De certeza que há. Não há interesse? É falta de tempo, de entendimento, o que é? Depois não se queixem. Bem sei que as "redes sociais" cobrem em parte essa função. E com sucesso. Programas de televisão pró-troika que são vistos por 10 mil pessoas, se tanto, são depois criticados, muitas vezes com humor do bom, em ambientes que atingem o dobro ou mais de pessoas. Mas um jornal sério faz mesmo falta. Não basta o queixume. É que a candeia da troika mantida acesa, de mansinho, traz sempre resultados. Como quem a mantém sabe e bem. 


Envelopes e previsões

O desemprego em Portugal tem descido e o emprego tem subido, nos últimos trimestres, sem que tenha havido uma recuperação do investimento. Ora isso só pode significar que o grau de utilização da Resultado de imagem para back of envelopecapacidade produtiva instalada aumentou. As crises financeiras têm precisamente um impacto negativo no grau de utilização da capacidade produtiva e esse efeito foi claro em Portugal, efeito agravado ainda pelas fortes medidas contracionistas do período da troika. A evolução positiva do desemprego (e do emprego) pode indicar que o ciclo negativo em que a economia portuguesa se encontrava foi interrompido, ainda antes da recuperação do investimento, que se espera venha a acontecer em breve. Repetido de há uns dias, escrito aqui. Há as previsões cheias de modelos e há as previsões nas costas de envelopes. Com a instabilidade do mundo, a globalização, a economia nova, a robotização, as últimas podem ser melhores. Hoje soubemos o que aconteceu à economia portuguesa, no terceiro trimestre deste ano. Ainda bem. Há dias, nas costas de um envelope, dizia-se isto: “ Esperemos pelas cenas dos próximos capítulos, desconfiando de quem tem certezas. 


Sem desculpas

Não pode haver benefício de dúvida. Trump disse claramente o que quer e isso basta. Teremos de seguir cada gesto, cada palavra, cada medida, sem complacências. Seguir e contestar os argumentos que serão apresentados para o "compreender", para o justificar. Trump não é uma consequência da globalização, aCrowds gather at the Subtreasury building on Wall Street for Armistice Day 1918 globalização não o desculpa. Trump é a consequência da pequena ambição, do egoísmo social, da falta de pensamento humano. Trump vai agir com todas as armas que tem, do Senado ao Congresso, ao Supremo Tribunal, dos tratados internacionais aos impostos, às despesas, às forças armadas. A presidência de Trump será um teste diário ao que acreditamos ser a nossa história. Será preciso ver longe e perto. É preciso elogiar este país, que não teve até agora um único seguidor de Trump. Mas Trump presidente não é Trump candidato: o poder atrai seguidores. Trump na América, o "Brexit" em Inglaterra, Putin na Rússia tornam o mundo mais perigoso. Será preciso atenção milimétrica. A quente e a frio. Se fracos no presente, fortes no futuro, assim o diz a História.