A amplitude do que foi anunciado é tal que muita gente, baralhada, até poderá pensar que tem mesmo
de ser. Mas não é assim. Estas medidas vêm do mesmo sítio de onde vieram as do ano passado, medidas para além de tudo e de todos. Na altura, foram embrulhadas em conversa vária sobre transformações disto e daquilo. Desta vez já não houve coragem para fazer o mesmo, pois todos já percebemos que conversa é essa. Mas a história mantém-se e, fundamentalmente, traduz-se nisto: há um ano apostou-se tudo e mais do que se tinha no preto (despesa) e tudo se perdeu; este ano aposta-se o dobro, agora no vermelho (impostos), para recuperar todas perdas. Os resultados serão os mesmos do ano passado e já esperados por muitos. E há alternativa? Sim, a de não jogar, de largar o vício. Já veremos.



