Os 4 mil milhões de euros que este Governo já nos custou em má gestão vão agora ser pedidos aos "portugueses" através de mais impostos ou de menos despesas sociais. Duas coisas: 1) finalmente o Governo e o discurso oficial já reconhecem ser esse o verdadeiro dilema; e 2) o plano é genial, pelo menos aparentemente, pois a economia vai crescer, mais tarde ou mais cedo, independente do que a política fizer e, nessa altura, quem estiver a mandar pode fazer uma nova distrinuição da riqueza, a favor dos mais ricos. O plano é genial mas com um senão: não conta com as eleições e, mesmo que daqui a dois anos a memória das responsabilidades esteja menos viva, duvida-se que tanto dislate passe pelo eleitor. Não vamos é agora na conversa de que Portugal não gera riqueza suficiente para cuidar dos seus velhos, tratar dos seus doentes, educar as suas crianças e jovens, velar pelos seus desempregados, e dar tudo o resto de que um País moderno necessita. Ou que Portugal não tem capacidade para voltar a ter um Governo à sua altura. Apressem-se, não esperem pela demora - coisa que obviamente já estão a fazer.



