O presente governo tem legitimidade para privatizar seja o que for? Sem transparência, sem cálculos de custos e benefícios, com provas dadas de má gestão das contas públicas, polemicamente assessorado por privados, vendendo sob pressão, assiste-lhe legitimidade para vender património público? A pergunta pode não ser pertinente, pois questiona os poderes de um governo com base parlamentar maioritária. Todavia, se o for, terá seguramente uma resposta legal ou constitucional. Não por acaso, ao que parece, a privatização da CGD foi travada em Belém e no Banco de Portugal. E sempre houve herdeiros mal comportados deserdados.



