A gestão do dossier da polémica sobre a História de Portugal de Rui Ramos et all. por parte do "Público" foi, quanto a mim, sábia. Até hoje, pelo menos. Não fechou portas e permitiu um debate em que todos puderam falar e de que todos podem concluir alguma coisa. O fecho ou, pelo menos, o marco dado pelo artigo de Diogo Ramada Curto foi exemplar: um artigo em duas partes, sendo a segunda um exemplo de como o livro deve ser discutido, no que diz respeito ao enquadramento que dá do século XX. Aqui e ali, tudo o que me apetecia dizer sobre o livro foi dito, melhor do que eu podia alguma vez dizer. Elogie-se, critique-se mas, sobretudo, leia-se e passe-se ao próximo.



