Vasco Pulido Valente enganou-se sobre as fundações e corrigiu o seu engano. Não pediu desculpa nem tinha de pedir, pois o engano não veio dele. Leiam-se os três artigos e veja-se o mesmo raciocínio sólido que os percorre, sem concessões aos princípios intelectuais fundamentais. É por essas e por outras que ele é um dos três ou quatro cronistas que são para mim um exemplo. Se alguma crítica lhe podemos fazer é a de ter levado mais tempo do que muitos a perceber o funcionamento deficiente do Governo, e que as "gorduras do Estado" são, afinal, um grande erro de paralaxe. Mas, na verdade, também tinha direito a esse rara pinta de optimismo. Espero não estar a ser demasiadamente moralista, mas queria dizer isto ou algo de parecido.



