Depois de criticar os presidentes das associações patronais por falarem, Fernando Ulrich dá a sua opinião. Que sim, que os 10 milhões da TSU que o BPI iria receber seriam muito bem empregues em, por exemplo, "reforçar o orçamento de formação [, que] deve ser uma das prioridades", ou na "protecção social dos trabalhadores", não devolvendo "o dinheiro às pessoas sob a forma de pagamento de salários" mas aumentando, "por exemplo, seguros de saúde, seguros de vida, complementos de reforma". Mas ainda tem outra ideia que é "investir em melhorias da qualidade de serviço, como renovações de balcões". Perdeu-se o Norte. Ou seja, tira-se um salário anual aos trabalhadores para lhes dar "formação" ou lhes "oferecer" um seguro de saúde, ou - ainda mais espantoso - renovar os balcões do banco. Preços, juros mais baixos, mais crédito à economia? Nada. Pudera, são umas migalhas. Para o banco, que para as pessoas que recebem salários não são. Gostava de saber se estas ideias foram discutidas na reunião que os banqueiros tiveram em S. Bento, antes do fatídico anúncio da sexta-feira negra.



