Talvez a pergunta mais importante a fazer ao Governo (e à troika) seja esta: onde estaríamos se, desde o início do programa, se tivesse tomado como cenário possível um défice de, digamos, 5,3% PIB (ou 6%). É que poderia ter acontecido termos chegado a esse mesmo défice, mas com uma economia substancialmente menos contraída, isto é, com um produto e um rendimento alguns largos milhões de euros acima do que temos agora. E não é impossível responder a esta pergunta, para o que bastaria ter acesso ao modelo macroeconómico que o Governo usa ou ter a capacidade de o replicar. Podia ser que desse em nada, mas convinha ter a resposta para fazer uma melhor avaliação do programa e da rigidez das metas.
E isto enquanto na Irlanda o défice de 2012 está estimado em 8,3% do PIB, 0,3 pp abaixo da previsão, provavelmente de propóstio alta, para dar margem.



