Para a ideia do ministro das Finanças. Sabemos que não foi a troika (obviamente), que não foram os bancos, que não foi Belmiro de Azevedo, que não foi Paulo Portas que pediram. Sabemos que não foi Cavaco Silva, que não foi Medina Carreira, que não foi Ferreira Leite que o aconselharam. Quem foi que pediu e quem foi que o aconselhou? Foi um economista, um conselheiro económico? Foi um conselheiro político? Directamente? Via Passos Coelho? Foi uma iniciativa isolada sua? Foi para mostrar serviço a quem não pediu serviço? É uma desforra? É preciso encontrar uma explicação para o enorme disparate. Com uma explicação, mais facilmente se poderá encontrar uma saída.
Disparate é palavra curta: Veja-se isto. E pergunte-se: Meu caro, se pensa assim: "O ministro das Finanças também adiantou que não se pode ver esta transferência dos ordenados dos trabalhadores para os detentores do capital como uma guerra de classes. E isto, disse Gaspar, porque as empresas são locais de cooperação entre funcionários e empregadores, e esta polémica medida irá servir para melhorar a competitividade das empresas." (no i) - então para quê está o Estado a meter-se? E a fé é agora também uma variável económica, de formação de preços?
É preciso encontrar, urgentemente, uma explicação.



