Hverá sempre uma altura em que os todo-poderosos olham à sua volta e vêm que só lhes resta arraia miúda. Agora, a ocidente, Merkel tem apenas um aliado. O que não vai dar a lado nenhum, como é óbvio. Resta saber o que vão fazer. Merkel se calhar já não conseguirá evitar o caminho de De Gaulle ou Thatcher. Mas ainda pode fazer o que fez Miterrand, no sentido contrário, tirando a democracia-cristã da gaveta. Coelho podia seguir caminho parecido, cortar o cordão que o liga ao umbigo do BCE e aos modelos teóricos de enganar desatentos, e ouvir a gente próxima que percebe de Europa. Podia começar por Paulo Rangel. Claro que com uma remodelação (Relvas por Rangel?) ainda seria melhor, mas isso já era pedir demais. O pior, para nós, é que tudo isto é lento, muito lento.



