Ontem, uma amiga jornalista fez um elogio "crítico" (ou seja...) a este blogue, dizendo-me que estava entre um blogue de taxista e de académico. Fiquei a pensar e tem toda a razão, mas também é fácil. De facto, qualquer bom académico (salvo-seja) tem de ter um pouco de taxista: não pode gostar do poder, por exemplo, deve desconfiar das verdades e dizer muito do que lhe vem à cabeça; e, como todos sabemos também, qualquer bom taxista tem um pouco de académico: analisa, critica e põe as coisas em questão. O problema são as fronteiras: o taxista não pode atropelar velhinhas nem gamar demais os turistas; e o académico não pode exercer poder acima de um limite, nem dentro nem fora da academia. Eu cá tento. Mas às vezes também penso se não exagero na crítica - para logo depois (ainda) achar que não.



