Tenho andado aqui a pensar por que razão o governo, o ministro A, o ministro B, o primeiro-ministro, insistem tanto em que não vai haver segundo empréstimo. Será que eles sabem mesmo? Será teimosia? É do ar da Gomes Teixeira? Com Francesco Franco, Cristina Casalinho, Luís Cabral, no NYT, preocupados ou a dizerem que, enfim, talvez, anda o governo a ouvir quem? Estranho? Não: é só política. É que não vai haver pedido de segundo empréstimo. O que poderá acontecer é que a Comissão Europeia decidirá, por ela própria que, por causa dos problemas de contágio grego ou da recessão europeia, o estado português terá de ser novamente ajudado, mesmo sem o pedir... para ajudar a Europa. E o governo português terá de o fazer mesmo que não queira. Se houver segundo empréstimo, é isso que nos vão vender. Vai uma aposta? Fora isso, é de perguntar se é bom ou não ter esse putativo segundo empréstimo? Obviamente que é bom, sobretudo se for dada mais margem de manobra à ala FMI da troika. Mas podemos, entretanto, ir tirando o cavalo da chuva, que isto ainda vai dar para muita manga.



