Alguém simpaticamente perguntava num comentário a um post mais abaixo, sobre a união das universidades Técnica e Clássica de Lisboa, para que se queria uma universidade de 46 mil estudantes e 293 milhões de euros. Pois, será uma das maiores da Europa em estudantes e em orçamento, respectivamente, a 9ª de 14, ou a 12ª de 13, das listadas no Relatório sobre o assunto (pp. 44-45). Uma boa razão é que a união talvez nos faça sair da Idade da Pedra quanto a bases de dados electrónicas. Há uns anos, com a B-On, a FCT fez um meritório esforço para que a Universidade portuguesa tivesse acesso electrónico a revistas académicas. Mas ficou-se por aí. Falta o resto, que é muito. Como ilustração, veja-se a base de dados do Instituto Universitário Europeu de Florença, em História, por exemplo. Andamos a construir basesinhas aqui e ali, e o que mais interessa, nada. Claro que para isso não era necessário juntar universidades, mas a união dará menos argumentos para que este tipo de passos não seja dado. A seguir viria uma biblioteca universitária a sério, talvez sem edifício, virtual e com um bom sistema de empréstimos. Tudo aproveitando muito do que já há.



