...do keynesianismo. Confesso que fui ver se me incluía no "cainesiano tuga", uma vez que sou tuga e que defendo algumas coisas que alguns menos atentos confundem com keynesianismo. Mas não, vá lá. Mas notem, aquela filosofia está morta e bem morta. E querem um modo simples de ver como está morta? É que Keynes foi um brilhante economista e um brilhante economista, por definição, escreve sobre o que vê e o que se vê agora não tem nada que ver com o que se via nos anos 1910, 1920, 1930. Mas, ao atacar os seus conterrâneos, num post bem apanhado e muito citado, João Miranda não faz mais do que uma bela defesa de uma certa definição de keynesianismo, a que ele até chama de "clássico". Ou estou enganado?
Acabemos com a confusão. O que os governos pelo mundo fora estão a fazer, nos EUA, na Europa, na China, na Índia - e o que ainda não se percebeu bem em Portugal - é tanto keynesianismo como o que se passou nos EUA, na Europa, na China e na Índia ... antes da crise. É tudo a mesma coisa - felizmente. Os tempos é que mudaram e alguns erros estão a ser emendados. O resto é conversa para enganar. Para enganar os tugas, bifes, franciús ou cámones que se queiram deixar enganar.

O resumo do se está a fazer:
- Bancos Centrais criam e injectam moeda em processo extrardinário nos bancos impedindo falências: pura monetização dívida pública e alargamento de activos que bancos podem dar em troca
- Baixa agressiva de Taxas de Juro (poder chamar Processo corrente/ordinário) para impedir descida de preços consumidor (mas também de activos financeiros e imobiliário)
- Incentivo ao crédito e consumo, quer por discurso quer por algumas medidas.
- aumento despesa/deficits para (dizem) compensar o excesso de poupança
Isto não é Keynesianismo?
PS: A crise nos EUA de 1921/22 nunca é mencionada porque é um caso em que nada foi feito em termos monetários nem por despesa pública (diminuiu!) e crise passou rapidamente, isto apesar de contracção ter sido maior do que a de 1929
Posted by: CN | 24 de julho de 2009 at 10:05