... Miguel Beleza que foi meu professor de Macroeconomia. Precisamente. As aulas eram dadas com grande eficiência mas sem grande convicção. Por causa dele, também, nunca fui keynesiano. E também percebi que se queria saber mais sobre como os países crescem ou porque é que há países pobres e ricos, tinha de sair do curso de Economia e fazer algo de diferente. História Económica, claro. À data o curso de Economia da Nova não tinha cadeiras de crescimento económico. Ou, melhor, havia uma de Desenvolvimento Económico, dada por Braga de Macedo, de que também gostei muito, mas não chegava para perceber o desenvolvimento pois havia mais destruição do que apresentação de teses (por culpa dos tempos, não do professor). Miguel Beleza deu tudo o que tinha a dar nas aulas, mas nunca nos disse para olhar à nossa volta e procurar IS-LMs (passe o jargão) porventura porque não acreditava que elas existissem, deduzo eu. Ao contrário de elasticidades ou produtividades marginais, coisas da Microeconomia, que se podem ver por todo o lado. Mas tivemos todos de aprender que, em macroeconomia, o que sai por um lado tem de entrar por outro. E isso nunca esqueço.



