« O Consenso da Almirante Reis? | Main | Os dias úteis »

19 de maio de 2008

TrackBack

TrackBack URL for this entry:
http://www.typepad.com/services/trackback/6a00e5519683fa883300e552568ce08834

Listed below are links to weblogs that reference Uma economia, duas vistas:

Comments

Feed You can follow this conversation by subscribing to the comment feed for this post.

Daniel Conceição

O ponto 6 sempre me causou alguma perplexidade... Teremos assim tanta falta de capital humano bem preparado, ou falta de empresas com necessidade de recursos humanos qualificados, ou seja, não estará a maior parte da nossa economia virada para um modelo de competetividade assente na mão de obra barata? Se este fosse o caso, a mão de obra mais qualificada tenderia a sair do país (o que curiosamente até está a acontecer).
Enfim, fica a dúvida...

Pedro Braz Teixeira

Em relação ao ponto 4 penso que é generalizado a muitos outros mercados de bens e serviços, eg, distribuição, cimentos, etc.
Em relação ao ponto 11 discordo ou então há um problema de designação. O peso da despesa pública é grande no que o estado gasta consigo e não nas transferências sociais. E não só o volume destas transferências é relativamente modesto, como é ineficiente na diminuição da desigualdade.
Mas, de resto, gostei bastante do post.

PL

Se posso responder aos comentários ao post anteiror em conjunto, aqui vai:
1. Temos uma baixa dotação de capital humano por habitante, o que se compreende pelo facto de Portugal ser um país atrasado e por isso ter um lastro fraco nessa matéria. Por exemplo, só na década de 1980 a taxa de escolarização até aos 12 anos chegou aos 100% (digo isto de cor, mais coisa menos coisa). Mas também é verdade que o investimento em caital humano depende igualmente da procura no mercado de trabalho. Se as empresasas pedem poucos licenciados, poucos licenciados haverá.
2. Quanto aos gastos sociais do Estado, a perspectiva é semelhante. Aliás, deveria ter dito, gastos sociais básicos. Como esses gastos são relativamente recentes, com cerca de 4 décadas, o Estado ainda gasta verbas proporcionalmente elevadas para levar a segurança social básica, a saúde e o ensino à população. Nos países mais ricos, como essa história é mais antiga, o esforço acaba por ser menor. Mais ainda, como são países mais ricos, o esforço também é menor. Isto é um problema por exemplo para haver dinheiro para pagar serviços mais sofisticados como a flexigurança, na qual alguns países chegam a gastar 3% do PIB.
3. Ainda alguém perguntou se Portugal não estava ao contrário numa posição estratégia, entre a Europa e a África e o Brasil. Sim, isso pode ajudar, mas não compensa as vantagens de se estar no centro da Europa. Um historiador económico (Paul Bairoch) uma vez perguntou porquê é que a Albânia não é a Suíça. A principal resposta que deu referia-se à localização geográfica, claro.
4. Finalmente, note-se que mais importante do que saber o que deve estar na lista, é encontrar formas de hierarquizar os elementos que a compõem. É aí que entram a teoria económica e a escolha dos pressupostos.
PL

Verify your Comment

Previewing your Comment

This is only a preview. Your comment has not yet been posted.

Working...
Your comment could not be posted. Error type:
Your comment has been posted. Post another comment

The letters and numbers you entered did not match the image. Please try again.

As a final step before posting your comment, enter the letters and numbers you see in the image below. This prevents automated programs from posting comments.

Having trouble reading this image? View an alternate.

Working...

Post a comment