Há muito tempo que não lia este livro de Rondo Cameron, já falecido, e que agora tem uma nova edição com revisão de Larry Neal. E reparei numa coisa: o livro que escrevemos recentemente, em co-autoria, é igual, parecido, conta uma história parecida. Gostei de revisitar a semelhança, que deveria ter sido explicitamente notada e não o foi, por esquecimento. É que é bom confirmar que todas as boas ideias já foram inventadas; e é uma boa prova viva de que a nossa perspectiva sobre a história e
conómica portuguesa, no longo prazo, está em boa companhia.
Veja-se bem o que quero dizer, citando da primeira página do livro de
Cameron:
"The situation appears to be paradoxical. If some nations are rich and others are poor, why do not poor ones adopt the methods and policies that have made the others rich? In fact, such attempts have been made but, in most instances, without striking success. The problem is far more complicated than it appears on the surface. In the first place, there is no general agreement on which methods were responsible for the higher incomes of the wealthy nations. Second, even if such agreement existed, it is by no means certain that similar methods and policies would produce the same results in the different geographical, cultural, and historical circumstances of today's low-income nations."
Ah!, não basta fazer leis - ou seguir modelos -, afinal...
É porque o problema é complicado que Cameron procura perceber o que se passou e onde se chegou, sobretudo nos países pioneiros, e não anda à procura de culpados para explicar por que os países não são todos iguais. História Económica no seu estado puro. A minha questão agora, e foi por isso que reli o livro de Cameron, é saber se se pode ir ainda mais longe, e fazer uma história económica europeia prestando mais atenção às características da sua periferia.




centrais nucleares, e os franceses olham para a decisão com inveja, 50 "personalidades", numa moda que se julgava igualmente ultrapassada, pedem que se 